A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs, na terça-feira, 31 de agosto de 2026, graves entraves na execução do PPA 2024-2027, mesmo após a liquidação de R$ 67,8 bilhões em despesas no exercício de 2025. Apesar de números expressivos em saúde, educação, segurança e infraestrutura, o encontro evidenciou que a aplicação dos recursos públicos ainda sofre com lentidão e burocracia excessiva, prejudicando o atendimento às demandas da população do Distrito Federal.
Reunião revela cobranças por agilidade
O secretário Paulo Henrique Costa apresentou os dados de execução, com destaques de R$ 8,9 bilhões em saúde, R$ 6,2 bilhões em educação, R$ 5,1 bilhões em segurança pública e R$ 4,8 bilhões em infraestrutura. No entanto, o presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa, criticou duramente a falta de rapidez na liberação de emendas parlamentares e exigiu um plano de ação imediato para áreas com desempenho abaixo da média, mostrando que os avanços anunciados não são suficientes para superar as falhas estruturais do governo.
Problemas burocráticos persistem
O deputado ressaltou que os entraves administrativos continuam a atrasar projetos essenciais, limitando a capacidade dos parlamentares de responder às necessidades urgentes da população. A reunião, convocada para avaliar a aplicação dos recursos públicos, terminou com a promessa de um relatório detalhado em até 30 dias, mas sem garantias concretas de que as deficiências serão realmente corrigidas no curto prazo.
Temos visto um esforço grande do governo na execução orçamentária geral, mas as emendas ainda enfrentam entraves burocráticos que precisam ser superados. É fundamental que o Executivo melhore o fluxo de pagamento dessas emendas para que os deputados possam atender com mais eficiência as demandas da população.
Eduardo Pedrosa