A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou nesta terça-feira, 11 de novembro, a terceira suspeita de intoxicação por metanol na capital. Um jovem de 22 anos, cuja identidade não foi revelada, está internado no Hospital de Brasília, no Lago Sul, após apresentar sintomas como vômito, fraqueza, falta de ar e dor de cabeça. De acordo com a SES-DF, o caso está sob monitoramento da vigilância epidemiológica, com exames confirmatórios ainda em análise. Outra pessoa que teria ingerido a mesma bebida não foi localizada, mas as autoridades continuam a busca para realizar testes e evitar riscos maiores. A Vigilância Sanitária inspecionou a distribuidora onde o jovem comprou o produto, encontrando apenas uma garrafa do mesmo lote, que foi enviada ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil para análise detalhada.
Esse episódio reacende preocupações sobre a qualidade de bebidas alcoólicas em Brasília, especialmente entre o público jovem que frequenta festas e eventos sociais. A SES-DF enfatizou que o caso segue em investigação, sem confirmação definitiva de metanol até o momento. Relembrando incidentes recentes, em 2 de outubro, o rapper Gustavo da Hungria Neves, conhecido como Hungria, foi internado no hospital DF Star após consumir uma vodca supostamente adulterada durante uma festa em Vicente Pires. Ele apresentou dores de cabeça, vômitos, visão turva e acidose metabólica, mas exames descartaram a presença de metanol tanto no paciente quanto na garrafa.
Já no dia 4 de outubro, um homem de 47 anos chegou a uma UPA com insuficiência respiratória e faleceu por um quadro compatível com morte encefálica. A secretária executiva de Assistência à Saúde, Edna Marques, mencionou o caso em entrevista, mas a suspeita de intoxicação por metanol foi descartada pela Secretaria de Saúde de Goiás. Esses episódios destacam a importância de checar a procedência de bebidas, especialmente em um contexto onde jovens buscam diversão sem riscos desnecessários.