O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais, coordenou a Operação Muralha que resultou na apreensão de 534 celulares e outros objetos ilícitos em 49 unidades prisionais distribuídas por 18 estados brasileiros. A ação surpresa ocorreu na quarta-feira, 20 de maio de 2026, e envolveu agentes da Força Nacional, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e secretarias estaduais de administração penitenciária. Os resultados foram divulgados na sexta-feira, 22 de maio, destacando maior volume de apreensões na Bahia, Ceará, Pará e Rio de Janeiro.
Principais itens confiscados durante as buscas
Além dos aparelhos celulares, os agentes recolheram carregadores, fones de ouvido, chips, uma arma de fogo, munições, facas e drogas. Treze detentos foram transferidos de unidades para reforçar o controle interno. A operação integra o Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado e será repetida duas vezes por mês em todo o país.
Declaração do ministro sobre as vistorias
O ministro Ricardo Lewandowski ressaltou a necessidade de ações constantes para enfraquecer o comando de facções criminosas a partir das prisões. A iniciativa busca impedir que líderes continuem dirigindo atividades ilícitas mesmo sob custódia.
Vamos intensificar as vistorias surpresa em todo o país. O objetivo é impedir que os líderes de facções criminosas continuem comandando o tráfico e outros crimes de dentro das prisões
Ricardo Lewandowski
As vistorias contaram com a participação de detentos em algumas etapas de apoio logístico, mas o foco principal permaneceu na desarticulação de redes de comunicação clandestina. Autoridades destacam que a frequência bimestral das operações deve ampliar o impacto sobre o crime organizado nos presídios nacionais.