Pacientes com fibromialgia e familiares protestaram em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal contra a ausência de proteção efetiva e políticas públicas concretas para a doença no SUS, mesmo após a aprovação da Lei Distrital nº 6.127/2017.
Reivindicações ignoradas na prática
Durante a sessão coordenada pelo deputado João Cardoso em alusão ao Dia Nacional de Conscientização da Fibromialgia, participantes relataram longas esperas por diagnósticos e tratamentos inadequados. A falta de capacitação de profissionais de saúde agrava o sofrimento de quem depende do sistema público. Autoridades presentes ouviram cobranças diretas por ações que nunca saíram do papel.
Há lei, mas não há proteção. Precisamos de políticas públicas efetivas
Crislene de Sousa
Exigências por estrutura e investimento
Representantes de associações e médicos reumatologistas destacaram a necessidade urgente de centros de referência e inclusão real da fibromialgia nas políticas de saúde do DF. O deputado João Cardoso reforçou que o governo deve investir em capacitação, agilizar diagnósticos e oferecer tratamentos multidisciplinares. Roseni de Oliveira lembrou que a legislação existente prevê conscientização e assistência, porém permanece ineficaz.
É preciso que o governo invista em capacitação de profissionais, agilize diagnósticos e garanta o acesso a tratamentos multidisciplinares, que incluem medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico
João Cardoso
A sessão expôs a frustração coletiva com a inércia governamental e a ausência de avanços concretos para milhares de afetados no Distrito Federal.