A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira o projeto de lei que cria a Tabela SUS Candanga, ampliando a remuneração de procedimentos na rede pública de saúde. Apesar da votação favorável em dois turnos, a iniciativa segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha e sua aplicação será gradual, dependendo da disponibilidade orçamentária. A medida surge em meio a críticas sobre a lentidão histórica do sistema em reduzir filas de cirurgias e exames no Distrito Federal.
Tramitação e apoios na câmara
O deputado Roosevelt Vilela (PL) é o autor do projeto, que recebeu apoio de parlamentares como Dayse Amarilio (PSB) e Jorge Vianna (PSD). A aprovação ocorreu durante sessão na CLDF, mas observadores destacam que o texto não traz garantias imediatas de aumento no número de atendimentos. Profissionais de saúde ainda enfrentam sobrecarga enquanto a nova tabela aguarda recursos concretos para entrar em vigor.
Impactos limitados no curto prazo
Embora o objetivo declarado seja valorizar servidores e ampliar procedimentos no SUS local, a execução gradual pode prolongar o sofrimento da população que depende do sistema público. Sem aporte orçamentário imediato, filas de espera por exames e cirurgias tendem a persistir nos próximos meses. A falta de prazos definidos reforça a sensação de que melhorias reais permanecem distantes para os usuários do Distrito Federal.
Essa é uma vitória para os servidores e, principalmente, para a população que depende do SUS.
Dayse Amarilio
Especialistas alertam que a valorização profissional só surtirá efeito quando os novos valores forem efetivamente pagos e integrados à rotina dos hospitais. Enquanto isso, a rede pública continua operando sob pressão, com demanda reprimida que a aprovação isolada não resolve de imediato.