A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) expulsou cinco ex-integrantes de sua alta cúpula, condenados a 16 anos de prisão por omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro. A medida foi oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial do DF em 13 de abril de 2026, emitida pelo comandante-geral Rômulo Flávio Mendonça Palhares. Os ex-oficiais envolvidos são Fábio Augusto Vieira, Klepter Rosa Gonçalves, Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues.
Processo de expulsão e cronologia
A expulsão ocorreu após a confirmação da condenação em fevereiro de 2026, com as capturas realizadas em março do mesmo ano. De acordo com a portaria, a decisão baseia-se na omissão desses ex-membros durante os eventos que abalaram o Distrito Federal. Essa ação reflete o compromisso da PMDF em responsabilizar seus quadros por falhas graves.
A cronologia dos fatos remete aos atos de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram prédios públicos. A omissão dos oficiais contribuiu para a escalada dos eventos, levando à intervenção judicial. Agora, com a portaria publicada, a corporação busca restaurar sua imagem e reforçar a disciplina interna.
Crimes imputados e implicações
Os ex-oficiais foram condenados por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Essa lista de acusações destaca a gravidade da omissão, que facilitou os atos golpistas. A pena de 16 anos de prisão sublinha a seriedade com que o Judiciário tratou o caso.
Além da expulsão, a medida serve como precedente para outras instituições de segurança pública no Brasil. No Distrito Federal, a PMDF continua a investigar possíveis conexões com os eventos de 8 de janeiro, visando prevenir futuras omissões. Essa expulsão marca um passo importante na consolidação do Estado Democrático de Direito, promovendo accountability entre forças policiais.