Início Segurança Família de cabo vítima de feminicídio no Exército nega relacionamento e aponta machismo hierárquico como motivação
Segurança

Família de cabo vítima de feminicídio no Exército nega relacionamento e aponta machismo hierárquico como motivação

223

A defesa da família de Maria de Lourdes Freire Matos, cabo do Exército de 25 anos assassinada por um soldado subordinado, refutou veementemente a alegação de que a vítima mantinha um relacionamento com o agressor, Kelvin Barros da Silva, de 21 anos. Em nota divulgada nas redes sociais, os representantes da família classificaram como falsa qualquer insinuação de envolvimento amoroso, sugerindo que o crime pode ter sido motivado pela recusa em aceitar a autoridade feminina na hierarquia militar. Maria, que ingressara na instituição há cinco meses como musicista no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, foi descrita como uma jovem discreta, séria e dedicada aos estudos. Segundo a defesa, o contexto aponta para uma violência extrema direcionada à condição de mulher, com a vítima sendo atraída ao local, esfaqueada e incendiada, o que reforça indícios de feminicídio enraizado em questões de gênero e poder.

Kelvin Barros da Silva confessou o crime à Polícia Civil do Distrito Federal, alegando que o ato ocorreu após uma discussão sobre um suposto relacionamento extraconjugal. De acordo com o delegado Paulo Noritika, a vítima teria exigido que o soldado terminasse com sua namorada para assumi-la, sacando uma arma de fogo, momento em que ele a desarmou, pegou uma faca militar da cintura dela e a esfaqueou no pescoço. Em seguida, no desespero, o agressor incendiou o local usando álcool e um isqueiro, fugindo com a pistola da vítima, da qual se desfez posteriormente. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foi acionado para conter as chamas, e o corpo de Maria foi encontrado no regimento.

A prisão em flagrante de Barros foi convertida em preventiva durante audiência de custódia no Núcleo de Audiências de Custódia, e o Exército Brasileiro anunciou sua expulsão das fileiras. Em nota oficial, a instituição lamentou a perda, prestou apoio à família e reiterou que não tolera atos criminosos, com punição rigorosa aos responsáveis. Foi instaurado um Inquérito Policial Militar para investigar o caso, com perícias realizadas pela Polícia do Exército, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. O episódio levanta debates sobre a prevenção de violência de gênero em ambientes militares, onde hierarquias podem agravar tensões.

Conteúdo relacionado

CBMDF
Distrito FederalSegurança

Incêndio em apartamento no Gama leva à evacuação de prédio no DF

Um incêndio registrado na madrugada de segunda-feira (14), por volta das 4h30,...

Material cedido ao Metrópoles
BrasilSegurança

Celular explode no colo de mãe enquanto filho jogava em Porangatu

Um celular explodiu no colo de uma mãe enquanto seu filho adolescente...

Faixa de pedestres comum em frente a escola em Brasília, ilustrando lei de faixas elevadas adiada para 2026
Distrito FederalPolíticaSegurança

DF aprova lei de faixas elevadas em escolas e hospitais apenas em 2026

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou e o governador sancionou a...

Lago Corumbá em Goiás, local de afogamentos
BrasilSegurança

Mulher e adolescente morrem afogados em tentativa de resgate no Lago Corumbá

Uma tentativa de resgate terminou em tragédia no Lago Corumbá, no bairro...