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Nascentes da Serrinha do Paranoá sob ameaça: estudo expõe degradação que compromete o futuro de Brasília

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Um estudo inédito conduzido pela Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF), em parceria com o Instituto Oca do Sol e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, mapeou 119 nascentes na Serrinha do Paranoá, revelando um cenário alarmante de degradação ambiental. Mais de 60% dessas fontes de água apresentam médio a alto impacto, com problemas como redução da vazão, poluição por lixo e esgoto, perda de vegetação nativa e erosão. O engenheiro ambiental Rodrigo Oliveira Werneck, do Instituto Oca do Sol, destacou que muitas nascentes se tornaram temporárias ou meros filetes de água, afetando diretamente o Lago Paranoá, principal reservatório de Brasília. A pesquisa identificou pressões como ocupações irregulares, espécies invasoras e falta de mata ciliar, que facilitam o assoreamento e a contaminação. Werneck observou que a maioria das nascentes está em propriedades privadas, onde proprietários muitas vezes desconhecem sua existência, aumentando os riscos de danos.

Moradores locais, como a líder comunitária Adna Santos de Araújo, do Núcleo Rural Tamanduá, confirmam as mudanças: o que era água cristalina para consumo diário agora está contaminada devido ao avanço urbano e pavimentação. Ela relata iniciativas voluntárias, como o plantio de mudas de açaí para estabilizar o solo, mas enfatiza a necessidade de apoio estatal. O relatório recomenda ações como revegetação nativa, controle de invasoras, saneamento e participação comunitária para reverter o quadro. Werneck acredita que, com orientação técnica e políticas públicas, a recuperação é possível, transformando o diagnóstico em medidas concretas para preservar o ecossistema.

Apesar dos desafios, o estudo aponta que proprietários estão dispostos a colaborar se houver suporte, destacando a importância de educação sobre escassez hídrica e impactos climáticos. Proteger essas nascentes não só garante a vazão para o Lago Paranoá, mas também o bem-estar de Brasília, alertando para a urgência de ações coordenadas entre ciência, fiscalização e sociedade.

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