Especialistas no Distrito Federal informam que idosos podem doar órgãos em vida, como rim e parte do fígado, desde que passem por avaliação médica individualizada. A orientação surge no fim do Setembro Verde, campanha que terminou em 27 de setembro de 2026, e busca aumentar o número de doações para reduzir a fila que atende cerca de 40 mil pessoas por ano.
Avaliação criteriosa define quem pode doar
A coordenadora Eliana Machado, da Central de Transplantes do DF, destaca que não existe limite de idade. O processo inclui exames laboratoriais, de imagem, avaliações cardiológicas, pulmonares e psicológicas, além de acompanhamento médico contínuo após a doação. Nefrologista do Hospital de Base de Brasília, o doutor João Pedro confirma que doadores com mais de 70 anos já realizaram o procedimento com sucesso para filhos ou cônjuges.
A doação em vida é um ato de amor e solidariedade. Qualquer pessoa pode ser doadora, desde que esteja em boas condições de saúde. Não há limite de idade, mas é preciso fazer uma avaliação criteriosa.
Eliana Machado
Redução da recusa familiar é o principal desafio
A taxa de recusa familiar ainda chega a 45% no país. Especialistas explicam que a doação em vida pode diminuir esse índice ao permitir que o receptor conheça o doador e acompanhe o processo. No Distrito Federal, a Central de Transplantes reforça o acompanhamento para garantir segurança tanto para quem doa quanto para quem recebe.
Temos doadores com mais de 70 anos que doaram um rim para filhos ou cônjuges. O que importa é a qualidade do órgão e a saúde geral do doador.
Dr. João Pedro
Potenciais doadores e receptores idosos recebem orientações sobre os riscos e benefícios durante todo o Setembro Verde. A iniciativa busca conscientizar a população de que a saúde individual, e não a idade, é o fator decisivo para autorizar a doação.