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Insegurança jurídica persiste para 1.200 famílias no assentamento Nova Jerusalém

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Assentamento Nova Jerusalém com casas rurais e terras no Brasil
Assentamento Nova Jerusalém com casas rurais e terras no Brasil

Uma audiência pública realizada na quarta-feira, 19 de agosto de 2026, expôs mais uma vez a grave situação de insegurança jurídica que afeta cerca de 1.200 famílias no assentamento Nova Jerusalém, em São Sebastião. Apesar da presença de representantes do Governo do Distrito Federal, da Terracap, da Adasa, da Caesb, do Ministério Público e da Defensoria Pública, o conflito fundiário de longa data continua sem solução definitiva, mantendo os moradores em condições precárias há mais de duas décadas.

Conflito fundiário se arrasta sem respostas concretas

Durante o encontro transmitido ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube da CLDF, ficou evidente que as famílias permanecem sem titulação definitiva das terras e sem a infraestrutura básica necessária para uma vida digna. A deputada Hermeto (MDB), que conduziu a reunião no Plenário 2 da Câmara Legislativa do Distrito Federal, destacou a urgência de avançar na regularização, mas os participantes reconheceram que propostas anteriores não saíram do papel.

Precisamos avançar na regularização desse assentamento. As famílias vivem há décadas em situação de insegurança jurídica e sem a infraestrutura mínima. É hora de o poder público apresentar soluções definitivas.

deputada Hermeto

Órgãos públicos e moradores cobram ações efetivas

Representantes da Seduh, Seagri e associações de moradores participaram ativamente dos debates, apontando a ausência de saneamento, iluminação e vias pavimentadas como problemas crônicos que agravam a vulnerabilidade da comunidade. A expectativa de que o encontro gerasse um cronograma claro de urbanização não se concretizou de forma imediata, reforçando o sentimento de frustração entre os presentes.

O evento reforçou a necessidade de articulação entre os órgãos para superar entraves burocráticos que impedem a regularização fundiária. Enquanto isso, os residentes do assentamento Nova Jerusalém seguem expostos a riscos jurídicos e à falta de serviços essenciais, perpetuando um ciclo de negligência pública que se arrasta por anos sem perspectiva de mudança rápida.

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