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Polícia Civil desarticula quadrilha que usava deepfakes de celebridades para vender suplemento ilegal

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Operação da Polícia Civil com viaturas e evidências de suplementos ilegais
Operação da Polícia Civil com viaturas e evidências de suplementos ilegais

A Polícia Civil do Distrito Federal registrou 139 ocorrências criminais envolvendo deepfakes entre janeiro e julho de 2026. A Operação Ilusão Digital, deflagrada em 18 de agosto, desarticulou um esquema que utilizava imagens e vozes forjadas de celebridades para comercializar o suplemento Erec Power sem registro na Anvisa. Os criminosos atuavam principalmente no Distrito Federal e em Guarulhos, em São Paulo, e induziam consumidores a compras pela internet por meio de vídeos falsificados.

Funcionamento do esquema com deepfakes

Os suspeitos manipularam rostos e vozes de artistas como Almir Sater, Fagner e do jornalista Alexandre Garcia para simular recomendações do produto. Os vídeos eram divulgados em plataformas digitais com o objetivo de gerar lucro a partir da venda clandestina do suplemento. Um dos investigados foi localizado e confessou a fabricação e comercialização sem autorização, confirmando o uso de tecnologia de inteligência artificial para criar as falsificações.

Riscos à saúde pública identificados

A ação expôs consumidores a produtos sem controle de qualidade ou origem, o que pode causar danos à saúde. A investigação destacou que os compradores desconheciam a composição e os efeitos do suplemento, ampliando o perigo de reações adversas. As autoridades alertam para a necessidade de verificar a regularidade de medicamentos e suplementos antes da aquisição.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil do DF continua as apurações para identificar outros envolvidos e interromper a circulação de conteúdos falsos. O caso reforça a preocupação com o uso crescente de deepfakes em crimes contra a saúde pública.

Uma coisa que chama atenção é que o investigado comercializava esses produtos sem autorização legal, sem saber a natureza e os efeitos, se trazem ou não malefícios para a saúde, o que traz um risco sério à saúde pública. A gente alerta a população para não comprar remédios sem conhecer devidamente as propriedades e sem a devida autorização de venda.

João Guilherme

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