Na terça-feira, 17 de agosto de 2026, a Câmara Legislativa do Distrito Federal promoveu uma audiência pública que expôs graves desequilíbrios na relação entre planos de saúde e profissionais da rede privada, com relatos constantes de abusos que comprometem a qualidade do atendimento e a sustentabilidade do sistema suplementar.
Relatos de glosas indevidas e valores abaixo do custo
Profissionais da saúde, médicos, advogados e entidades representativas denunciaram dificuldades recorrentes, como glosas indevidas e repasses aquém dos custos operacionais, o que agrava a precariedade dos serviços prestados aos usuários no Distrito Federal. Representantes de clínicas e hospitais destacaram que os contratos atuais favorecem as operadoras, deixando os prestadores em situação financeira insustentável.
Defesa das operadoras por equilíbrio financeiro
As operadoras de planos de saúde defenderam a necessidade de manter o equilíbrio financeiro do setor, mas as sugestões apresentadas na audiência, como maior transparência contratual e prazos adequados para reajustes, revelam a urgência de mudanças para evitar que os abusos continuem prejudicando médicos e pacientes.
Decisão por grupo de trabalho e marco regulatório
Ao final do encontro, a Comissão de Saúde da CLDF, sob liderança do deputado Thiago Manzoni (PL), decidiu formar um grupo de trabalho para consolidar as propostas em um projeto de lei que regulamente os contratos entre operadoras e profissionais.
O debate reforçou que, sem intervenção legislativa, o sistema suplementar corre risco de colapso, com prejuízos diretos para os usuários.Precisamos construir um marco regulatório justo, que evite abusos e preserve a sustentabilidade do sistema
Thiago Manzoni