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Professores do DF conquistam aposentadoria especial nas Coordenações Regionais de Ensino

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Interior de Coordenação Regional de Ensino no DF com documentos de aposentadoria de professores
Interior de Coordenação Regional de Ensino no DF com documentos de aposentadoria de professores

Professores da rede pública do Distrito Federal que atuam nas Coordenações Regionais de Ensino agora podem solicitar aposentadoria especial, mas a medida revela anos de desigualdade e exposição a riscos à saúde. Sancionada pelo governador Ibaneis Rocha, a Lei nº 7.017/2026 altera a legislação anterior e reconhece o tempo de serviço nas CREs apenas quando comprovada a presença de agentes nocivos. A iniciativa do deputado distrital Gabriel Magno busca corrigir uma lacuna, porém evidencia as condições precárias enfrentadas por esses profissionais.

Requisitos rigorosos limitam acesso ao benefício

O texto legal exige que os docentes tenham exercido atividades de ensino, orientação educacional, supervisão pedagógica ou gestão educacional nas CREs. Além disso, é obrigatório comprovar exposição a fatores que comprometam a integridade física ou mental. Essa exigência, embora necessária para validar o direito, reforça que muitos servidores trabalharam sob condições adversas por longos períodos sem o devido reconhecimento.

Desigualdade histórica persiste no sistema educacional

Até a aprovação da nova norma, apenas professores lotados em unidades escolares tinham acesso à aposentadoria especial. A extensão do benefício às CREs corrige parte dessa distorção, mas deixa claro que o poder público demorou a equiparar direitos de categorias que enfrentam demandas semelhantes. O tempo de serviço agora conta para o cálculo, desde que atendidos os critérios de nocividade.

A sanção da lei representa um avanço formal, contudo não elimina os desafios diários dos educadores nas coordenações regionais. A comprovação de agentes nocivos permanece como barreira prática para muitos servidores que buscam o benefício. Assim, a medida destaca tanto a vitória parcial quanto as falhas estruturais que ainda afetam a categoria no Distrito Federal.

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