A sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal na manhã de 29 de maio de 2026 para marcar os 217 anos da Polícia Militar do Distrito Federal expôs mais uma vez o contraste entre discursos formais e a realidade persistente da insegurança pública na capital. Proposta pelo deputado Hermeto, a solenidade reuniu militares da ativa e da reserva, além de representantes do CBMDF e da PCDF, mas pouco avançou em soluções concretas para os problemas enfrentados pela população.
Participantes e estrutura do evento
O coronel Renato Andrade, comandante-geral da PMDF, esteve presente ao lado de autoridades civis e políticas. A iniciativa destacou a trajetória da corporação, porém reforçou a sensação de que homenagens repetidas não substituem investimentos urgentes em equipamentos, treinamento e efetivo. Representantes de outras forças de segurança também compareceram, sem que o encontro gerasse compromissos orçamentários imediatos.
Declarações que não escondem limitações
Durante os pronunciamentos, o tom oficial prevaleceu. O coronel Renato Andrade afirmou: “A PMDF é uma instituição centenária, que ao longo de sua história tem prestado relevantes serviços à sociedade brasiliense. São mais de dois séculos de dedicação, profissionalismo e compromisso com a ordem pública”.
A PMDF é uma instituição centenária, que ao longo de sua história tem prestado relevantes serviços à sociedade brasiliense. São mais de dois séculos de dedicação, profissionalismo e compromisso com a ordem pública
Coronel Renato Andrade
Já o deputado Hermeto completou: “Esta Casa reconhece o trabalho incansável dos policiais militares, que diariamente arriscam suas vidas para garantir a tranquilidade da população. São profissionais que merecem todo o nosso respeito e gratidão”. Apesar das palavras, a sessão terminou sem anúncio de medidas que enfrentem a violência crescente no Distrito Federal.