No último dia 3 de abril de 2026, Sexta-feira Santa, centenas de fiéis se reuniram no Morro da Capelinha para cumprir promessas, fazer pedidos e agradecer graças alcançadas. Desde as 7h, peregrinos subiram o morro de joelhos, descalços, em jejum, carregando terços e rezando Pai-Nosso e Ave-Maria. O evento, marcado pela devoção religiosa, incluiu a encenação da Via-Sacra prevista para a tarde, destacando a tradição católica em um dia de significado espiritual profundo.
A tradição da peregrinação
A subida ao Morro da Capelinha representa um ato de fé para muitos fiéis, que buscam cumprir promessas por graças como a recuperação de saúde de familiares ou auxílio em lutas contra vícios e doenças. Entre os participantes, histórias de devoção pessoal se destacam, revelando o impacto emocional dessas jornadas. Os peregrinos enfrentam o percurso desafiador como forma de gratidão ou súplica, integrando rituais como orações e penitências físicas.
Histórias de devoção e superação
Heloísa Vitória Pereira, de 14 anos, subiu o morro de joelhos em nome do pai, demonstrando um amor profundo pela família. Já Tatiane Pacheco, de 43 anos, cumpriu sua promessa pela recuperação do filho, caminhando descalça e de joelhos após uma graça alcançada. Essas narrativas ilustram o porquê da peregrinação: um compromisso espiritual motivado por milagres percebidos e esperanças renovadas.
Eu amo muito o meu pai. Se pudesse, daria minha vida por ele.
É muito difícil para uma mãe perguntar a um médico se o seu filho vai sobreviver e receber uma resposta incerta.
Ele já não estava mais entubado, falava comigo e melhorou de forma progressiva. Por isso, vim pagar minha promessa: caminhei descalça até o Morro da Capelinha e subi o percurso de joelhos.
Pedi a Deus e a Nossa Senhora pela cura dele. Disse que subiria o morro de joelhos. No dia seguinte, ele já não estava mais entubado.
O significado da Sexta-feira Santa
A data de 3 de abril de 2026 reuniu fiéis de diversas idades e origens no Morro da Capelinha, reforçando laços comunitários e espirituais. A encenação da Via-Sacra à tarde complementou as subidas individuais, proporcionando um momento coletivo de reflexão. Essa tradição anual continua a atrair devotos, que veem no esforço físico uma expressão sincera de fé e gratidão.