A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, a segunda fase da Operação Módulo, resultando na prisão preventiva de um homem considerado o principal receptador de módulos eletrônicos automotivos roubados no DF. A ação, coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), ocorreu no Setor H Norte, em Taguatinga, e levou à recuperação de sete módulos de procedência ilícita, além da apreensão de um celular. Esse golpe contra o comércio ilegal de peças automotivas expõe as falhas persistentes no controle de roubos e furtos que alimentam esquemas interestaduais, envolvendo o Distrito Federal, Goiás e Tocantins.
Detalhes da prisão e investigações
O suspeito, foragido desde outubro de 2025, foi capturado após investigações aprofundadas que começaram com fiscalizações naquele mês, identificando peças roubadas ou furtadas. A PCDF cumpriu mandado de prisão preventiva por receptação e revenda ilegal, desarticulando parte de um esquema que lucra com o mercado negro de módulos eletrônicos automotivos. Críticos questionam por que demorou mais de um ano para prender um figura central, destacando possíveis deficiências na coordenação entre estados e na agilidade das forças policiais.
Impacto do esquema interestadual
O comércio ilegal de módulos eletrônicos, essenciais para o funcionamento de veículos, não só prejudica proprietários de automóveis vítimas de roubos, mas também alimenta uma rede criminosa que se estende por DF, Goiás e Tocantins. A operação revela como esses itens de alto valor são rapidamente revENDidos, perpetuando um ciclo de crimes patrimoniais que onera a sociedade. Especialistas criticam a falta de regulamentações mais rigorosas no setor automotivo, permitindo que receptadores operem com relativa impunidade e questionam a efetividade de ações isoladas sem uma estratégia nacional integrada.
Consequências e perspectivas futuras
Com a recuperação de sete módulos, a PCDF demonstra um avanço no enfrentamento ao crime organizado, mas o tom crítico persiste: quantos outros receptadores continuam atuando livremente? As investigações iniciadas em 2025 sugerem que o problema é crônico, demandando maior investimento em tecnologia de rastreamento e cooperação interestadual. Enquanto o ano de 2026 avança, espera-se que operações como a Módulo inspirem reformas urgentes para coibir o roubo e a revenda de peças automotivas, protegendo cidadãos e desmantelando redes criminosas de forma mais assertiva.