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Feira do Troca em Alexânia une tradição cultural e impulso econômico local

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A Feira do Troca retorna para sua 101ª edição em Alexânia (GO), no distrito de Olhos d’Água, celebrando mais de 50 anos de história com um foco em trocas solidárias e manifestações culturais. Iniciado na última sexta-feira (5/12) na Praça Santo Antônio, o evento se estende até domingo (7/12) e destaca a “gambira”, tradição de trocar roupas, objetos e itens por artesanato e produtos locais. Idealizada em 1974 pela professora mineira Laís Aderne, a feira se consolidou como patrimônio cultural da região, promovendo solidariedade, diversidade e os saberes ancestrais do Cerrado brasileiro. Nesta edição, há uma homenagem especial a figuras como o poeta Rodrigo de Maria, a carnavalesca Silene Farias e a artesã Dona Waldira, que contribuíram para o fortalecimento da cultura local. Apesar do falecimento de Laís em 2007, sua memória permanece viva por meio das trocas e atividades que transmitem respeito pela cultura popular.

O produtor Pedro Xavier enfatiza que o evento modernizou-se sem perder sua essência, ampliando a estrutura para apoiar artesãos locais, atrair feirantes regionais e turistas, o que movimenta o comércio. O vice-prefeito Naldim Magalhães ressalta a importância da feira para a identidade da população, descrevendo-a como parte da alma de Olhos d’Água e um meio de transmitir tradições entre gerações. Ele destaca o impacto econômico, ao fortalecer o artesanato, a agricultura familiar e a economia local. A programação inclui exposições de artesanato, antiguidades e gastronomia, além de apresentações musicais, dança, teatro e contação de histórias. Na sexta, o festival abriu com DJ Braz, Break Bone e a banda Mr. Gyn. No sábado, atrações como Bloquinhos do Zoim, Marcus & Ramalho, Geraldo Azevedo — em sua primeira participação — e Kozmic Blues agitam o público, com uma missa às 19h. O domingo encerra com o Sarau Cultural, um palco aberto para artistas voluntários, promovendo a democratização da arte pela primeira vez na feira.

Manter a tradição, segundo o vice-prefeito, é honrar os fundadores e garantir que novas gerações vivenciem esse momento cultural, reforçando o compromisso com a valorização nacional.

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