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Obras do Corredor Eixo Oeste avançam no DF, mas atrasos preocupam especialistas

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O Corredor Eixo Oeste, um dos maiores projetos de revitalização do trânsito no Distrito Federal, está em andamento desde 2013 com o objetivo de interligar 38,7 km de vias modernas e seguras, conectando Sol Nascente ao Plano Piloto. Com um investimento total de R$ 546,6 milhões, a iniciativa beneficia 13 regiões administrativas, alcançando 1,8 milhão de pessoas e 259 mil usuários diários de transporte público. Até agora, 20,3 km de vias foram reformados e inaugurados, incluindo o Túnel Rei Pelé em Taguatinga e o viaduto do Sudoeste. O foco é reduzir o tempo de trajeto para apenas 30 minutos, com construções de viadutos, faixas exclusivas para BRT e melhorias em acessibilidade, como calçadas remodeladas e ciclovias. Partes do projeto, como a requalificação da Avenida Hélio Prates, enfrentam paralisações: a segunda etapa está parada desde junho de 2024 após rescisão de contrato por incapacidade técnica da empresa, e a terceira ainda está em fase de elaboração de projetos.

Na Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig) e na Estrada Setor Policial Militar (ESPM), as obras prosseguem com previsão de conclusão até 2026. A ESPM foi dividida em etapas, com viadutos entregues em 2022 e melhorias como pavimentação, drenagem e faixas de ônibus já concluídas. O secretário de Obras, Valter Casimiro, destacou que trechos 5 e 6 da Epig serão entregues até dezembro, incluindo paradas centrais e passagens subterrâneas para pedestres, resolvendo engarrafamentos ao oferecer rotas diretas para ônibus até o SIG e o Eixo Monumental. O projeto inclui 16 paradas de BRT, quatro passagens subterrâneas e cinco novos viadutos, com dois já liberados. No entanto, complexidades como desníveis adiam a finalização total para o fim de 2026.

O professor Pastor Willy Gonzales Taco, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UnB, enfatiza a urgência das obras na Hélio Prates para melhorar o deslocamento de pedestres e a locomoção ativa. Ele aponta benefícios iniciais no fluxo de trânsito, mas alerta para a necessidade de ações complementares, como planejamento integrado de moradias e empregos, e incentivos ao transporte público para evitar congestionamentos futuros. Taco sugere priorizar intersecções, sinalização sincronizada e inteligência artificial para otimizar o BRT, garantindo um sistema mais seguro e eficiente para a população jovem que depende diariamente dessas vias.

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