A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na tarde de 3 de setembro de 2026 uma sessão solene para celebrar os 54 anos do Hospital Universitário de Brasília, mas o evento expôs mais uma vez o contraste entre discursos elogiosos e a dura realidade enfrentada pela população que depende do SUS. Proposta pelo deputado Jorge Vianna, a solenidade reuniu o reitor da UnB Márcio Martins, o diretor do HUB José Eduardo Salles e representantes da Secretaria de Estado de Saúde do DF, sem que medidas concretas tenham sido anunciadas para enfrentar as limitações estruturais do hospital.
Durante a tarde, autoridades proferiram discursos e entregaram moções de louvor a profissionais e instituições que contribuíram para o desenvolvimento do HUB, reconhecido por atendimentos de média e alta complexidade. Apesar das homenagens, o ato não alterou o quadro de dependência de recursos públicos e da integração com a rede do SUS, que continua a gerar filas e dificuldades de acesso para pacientes de Brasília e de todo o Brasil.
Palavras de autoridades durante a sessão
O deputado Jorge Vianna afirmou que o HUB atende a população do DF e de todo o Brasil, chamando-o de patrimônio da cidade e da universidade. Já o reitor Márcio Martins destacou que o hospital forma profissionais, desenvolve pesquisa e presta serviço de excelência, enquanto o diretor José Eduardo Salles ressaltou os 54 anos de dedicação e o avanço em diversas especialidades.
Reconhecimento formal sem avanços práticos
O HUB é um hospital de referência, que atende a população do DF e de todo o Brasil. É um patrimônio da nossa cidade e da nossa universidade.
Jorge Vianna
O HUB é um exemplo de como a universidade pode contribuir para a saúde pública. É um hospital que forma profissionais, desenvolve pesquisa e presta um serviço de excelência à população.
Márcio Martins
São 54 anos de muita dedicação, de muitos profissionais que construíram essa história. O HUB é referência em diversas especialidades e continua avançando para oferecer o melhor atendimento à população.
José Eduardo Salles
Embora a sessão tenha prestado homenagens formais, a ausência de compromissos orçamentários ou de novas políticas reforça a sensação de que o aniversário serve apenas para manter as aparências diante de uma demanda crescente por atendimentos de qualidade.