A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na manhã de 12 de agosto de 2026 uma sessão solene para marcar os 62 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, mas o evento revelou mais uma vez a dependência de homenagens formais diante da ausência de medidas efetivas para fortalecer a instituição.
Reconhecimento formal sem avanços concretos
Deputados, conselheiros e pesquisadores participaram da mesa diretora, assistiram à entrega de moções de louvor e a um vídeo institucional. Embora o ato tenha reunido Wellington Luiz (MDB), José Carlos de Souza, Reginaldo Veras e Paulo de Oliveira, a iniciativa limitou-se a gestos simbólicos que não alteram a realidade de recursos escassos enfrentada pelo IHGDF ao longo das últimas décadas.
Discurso destaca dever da Casa
Os oradores enfatizaram a importância da memória e da identidade do Distrito Federal, porém as palavras soaram como cobrança velada por apoio real que nunca chegou em volume suficiente. A sessão terminou sem anúncio de novas verbas ou políticas de preservação, reforçando a sensação de que o instituto continua dependendo de reconhecimento tardio.
O Instituto Histórico e Geográfico do DF é um patrimônio cultural do nosso Distrito Federal. São 62 anos de dedicação à preservação da nossa história, da nossa identidade e da nossa memória coletiva. Esta Casa Legislativa tem o dever de reconhecer e valorizar o trabalho incansável dos seus pesquisadores, historiadores e colaboradores.
deputado Wellington Luiz
Enquanto o IHGDF completa mais de seis décadas de existência, a sessão solene de ontem expôs a distância entre o discurso oficial e a necessidade urgente de investimentos estruturais que garantam a continuidade do trabalho de historiadores e servidores.