O Itaú Unibanco confirmou nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, que uma de suas subsidiárias firmou um compromisso para adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB). A divulgação veio em resposta a um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), motivado por uma reportagem publicada no Correio no dia anterior, 14 de abril. Embora os valores envolvidos sejam considerados imateriais para o banco, a transação está condicionada ao cumprimento de certos requisitos, destacando o interesse de grandes instituições em ativos do BRB.
Detalhes da transação confirmada
A confirmação do Itaú Unibanco detalha que a subsidiária celebrou um instrumento de compromisso para a aquisição de certos ativos do BRB. Essa movimentação ocorre em meio a negociações que envolvem carteiras de crédito, com aval da União, conforme reportado inicialmente. O banco enfatizou que a operação não se qualifica como fato relevante sob a legislação vigente, devido à sua escala limitada em relação ao porte da companhia.
uma de suas subsidiárias celebrou instrumento por meio do qual se comprometeu a adquirir, mediante o cumprimento de determinadas condições, certos ativos do Banco de Brasília S.A.
Essa citação do Itaú reforça a natureza condicional do acordo, que depende de aprovações e condições específicas para ser efetivado.
Contexto do questionamento da CVM
A CVM solicitou esclarecimentos após a publicação da reportagem no Correio, que apontava o interesse de grandes bancos em ativos do BRB. Essa intervenção regulatória é comum em casos que podem impactar o mercado de valores mobiliários, garantindo transparência aos investidores. O Itaú respondeu prontamente, divulgando os fatos e classificando a transação como de baixa materialidade.
os valores envolvidos na referida transação são imateriais para a Companhia, de acordo com os seus critérios
tal transação não se qualifica como fato relevante para o Itaú Unibanco para fins da legislação
Essas declarações do Itaú Unibanco destacam a perspectiva interna sobre o impacto financeiro da operação, que não altera significativamente o balanço da instituição. Enquanto isso, o mercado observa possíveis implicações para o BRB, especialmente em um cenário de consolidação bancária no Brasil.