Pilotos, comissários de bordo e demais aeronautas podem iniciar uma greve a partir da próxima semana, conforme anúncio do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). A entidade, que representa a categoria, declarou estado de greve, sinalizando a preparação para uma possível paralisação das atividades. Essa medida surge em meio a negociações trabalhistas tensas, com potencial impacto no setor aéreo nacional, afetando voos e o fluxo de passageiros em um período de alta demanda. O SNA informou que a votação para aprovar ou não a greve ocorrerá das 9h de sábado (27/12) até as 16h de domingo (28/12), permitindo que os membros da categoria decidam coletivamente sobre o rumo das ações.
A decisão do sindicato veio após a rejeição de uma proposta da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para a aviação regular, apresentada durante mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo o comunicado do SNA, a oferta não atendeu às demandas da classe, o que intensificou o impasse nas negociações. Esse contexto reflete disputas mais amplas no âmbito trabalhista, com possíveis repercussões políticas, uma vez que o governo federal pode precisar intervir para mediar conflitos que afetem serviços essenciais como o transporte aéreo.
Caso aprovada, a greve representaria um desafio para o setor de aviação, especialmente em um momento de recuperação econômica pós-pandemia, onde paralisações poderiam gerar debates sobre regulação trabalhista e políticas públicas para o transporte. O SNA enfatiza que a mobilização busca melhores condições de trabalho, mas o desfecho depende da votação iminente, que pode alterar o panorama da aviação brasileira.