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Distrito Federal busca neoindustrialização para reduzir dependência do setor público

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Em uma economia dominada pelo setor público, o Distrito Federal começa a avançar na indústria, que representa 4,1% do PIB local e emprega mais de 120 mil pessoas. A estratégia foca em inovação, tecnologia e serviços especializados, alinhando-se à agenda de neoindustrialização proposta pelo governo federal, que prioriza modernização industrial com ênfase em sustentabilidade e competitividade global. A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) lançou o documento “Neoindustrialização — Oportunidades para a Implementação da Pauta da Indústria do DF”, selecionando 14 ações da política federal e do Plano Plurianual (PPA-DF) para impulsionar o setor. Segundo o 1º vice-presidente da Fibra, Pedro Henrique Verano, cada R$ 1 investido na indústria gera R$ 2,44 de retorno para a economia, promovendo empregos qualificados e remuneração superior à média. O foco é na manufatura de alta complexidade tecnológica, integrando mestres e doutores à produção, com ferramentas como o Hub da Indústria para elevar a maturidade digital, especialmente em pequenos negócios.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes Ferreira, destaca que consolidar a indústria como eixo estratégico amplia oportunidades e fortalece o desenvolvimento sustentável. O professor José Luis da Costa Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), explica que a neoindustrialização busca retomar a indústria de transformação em bases tecnológicas, mas enfrenta desafios como a queda de 0,9% anual na produtividade e produção 16,4% abaixo de 2009. Ele defende taxas de juros mais baixas e câmbio competitivo para superar entraves macroeconômicos, sugerindo que o DF se posicione em serviços sofisticados e tecnologia, em vez de polos fabris tradicionais.

Empresas como as Indústrias Rossi, liderada pelo CEO Sérgio Foresta, exemplificam o potencial ao apostar em automação e inovação, apesar de entraves como falta de incentivos fiscais comparados a Goiás. O Sebrae, por meio de Carlos Cardoso, enfatiza o papel da economia criativa e programas como o ALI para integrar micro e pequenas empresas. Já Wesley Santos, da Verdurão, defende que Brasília tem talento e mercado para uma indústria criativa forte, com inovações em sustentabilidade e IA, rompendo a dependência do funcionalismo público.

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