Início Segurança Feminicídio no Exército: Soldado confessa crime contra cabo em quartel do DF
Segurança

Feminicídio no Exército: Soldado confessa crime contra cabo em quartel do DF

39

O Distrito Federal registrou o 26º caso de feminicídio neste ano com a morte de Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, cabo e musicista da Fanfarra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas. O crime ocorreu na tarde de sexta-feira, quando o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, confessou ter golpeado a vítima com um punhal no pescoço e incendiado o local para destruir provas, antes de fugir. O corpo foi encontrado carbonizado durante o rescaldo do incêndio pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, em uma sala de isolamento acústico no Setor Militar Urbano. A advogada Leila Santiago, representante da família, enfatiza que Maria era solteira, focada na carreira militar e rejeitava relacionamentos no ambiente de trabalho, sugerindo que o crime foi motivado pela recusa em aceitar autoridade feminina, já que a vítima coordenava o agressor naquele dia. O Exército lamentou o ocorrido em nota, destacando a dedicação da cabo, e confirmou a instauração de um Inquérito Policial Militar.

Kelvin Barros foi capturado no Paranoá e apresentou versões contraditórias à Polícia Civil do Distrito Federal, incluindo alegações de um suposto relacionamento e surto psicótico da vítima, negadas por familiares e fontes próximas, que apontam perseguição. A arma e o celular da vítima foram descartados pelo suspeito, com a pistola encontrada em um bueiro no Itapoã. Ele foi autuado por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual, com prisão preventiva decretada. A advogada Ivonete Granjeiro, consultora legislativa da Câmara Legislativa do DF, ressalta que o caso será julgado pela Justiça Comum, conforme jurisprudência do STF, e destaca a Lei nº 14.994/24, que qualifica o homicídio por razões de gênero como crime hediondo, com pena de 20 a 40 anos. Ela defende políticas públicas para fortalecer a rede de proteção, incluindo delegacias especializadas e capacitação em perspectiva de gênero.

Lucia Bessa, presidente do Instituto Viva Mulher, alerta para a cultura hierárquica e masculinista em instituições militares, propondo educação obrigatória sobre a Lei Maria da Penha, canais de denúncia independentes e protocolos de punição imediata para prevenir violência de gênero. O Comando Militar do Planalto afirma que a família recebe apoio, enquanto perícias prosseguem com envolvimento do Batalhão de Polícia do Exército e do Instituto Médico Legal. O soldado deve ser excluído da Força.

Conteúdo relacionado

Viatura da Polícia do DF em frente a abrigo em Brasília, expondo falhas no sistema de proteção a adolescentes.
Distrito FederalEntornoSegurança

Polícia do DF localiza adolescente desaparecida há um ano e expõe falhas em abrigos

Polícia Civil do DF encontra adolescente de 15 anos desaparecida desde 2025...

Viaturas da PCDF em rua de Ceilândia durante operação contra tráfico de drogas, expondo falhas no combate ao crime.
Distrito FederalSegurança

PCDF deflagra Operação Vetus Notitia em Ceilândia e expõe falhas no combate ao tráfico de drogas

A PCDF deflagrou a Operação Vetus Notitia em Ceilândia, com prisões e...

Viatura da Polícia Civil do DF em cena de investigação de emboscada em rua de São Sebastião.
Distrito FederalSegurança

Polícia Civil do DF desvenda emboscada mortal por vingança em São Sebastião

Polícia Civil do DF desvenda homicídio brutal em São Sebastião: jovem de...

Aeroporto de Brasília com veículos estacionados e tornozeleira eletrônica quebrada, expondo falhas no monitoramento de furtos.
Distrito FederalSegurança

Homem burla tornozeleira e furta veículos no Aeroporto de Brasília, expondo falhas no monitoramento

Homem de 26 anos burla tornozeleira eletrônica e furta veículos no Aeroporto...