Início Segurança Família de cabo vítima de feminicídio no Exército nega relacionamento e aponta machismo hierárquico como motivação
Segurança

Família de cabo vítima de feminicídio no Exército nega relacionamento e aponta machismo hierárquico como motivação

39

A defesa da família de Maria de Lourdes Freire Matos, cabo do Exército de 25 anos assassinada por um soldado subordinado, refutou veementemente a alegação de que a vítima mantinha um relacionamento com o agressor, Kelvin Barros da Silva, de 21 anos. Em nota divulgada nas redes sociais, os representantes da família classificaram como falsa qualquer insinuação de envolvimento amoroso, sugerindo que o crime pode ter sido motivado pela recusa em aceitar a autoridade feminina na hierarquia militar. Maria, que ingressara na instituição há cinco meses como musicista no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, foi descrita como uma jovem discreta, séria e dedicada aos estudos. Segundo a defesa, o contexto aponta para uma violência extrema direcionada à condição de mulher, com a vítima sendo atraída ao local, esfaqueada e incendiada, o que reforça indícios de feminicídio enraizado em questões de gênero e poder.

Kelvin Barros da Silva confessou o crime à Polícia Civil do Distrito Federal, alegando que o ato ocorreu após uma discussão sobre um suposto relacionamento extraconjugal. De acordo com o delegado Paulo Noritika, a vítima teria exigido que o soldado terminasse com sua namorada para assumi-la, sacando uma arma de fogo, momento em que ele a desarmou, pegou uma faca militar da cintura dela e a esfaqueou no pescoço. Em seguida, no desespero, o agressor incendiou o local usando álcool e um isqueiro, fugindo com a pistola da vítima, da qual se desfez posteriormente. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foi acionado para conter as chamas, e o corpo de Maria foi encontrado no regimento.

A prisão em flagrante de Barros foi convertida em preventiva durante audiência de custódia no Núcleo de Audiências de Custódia, e o Exército Brasileiro anunciou sua expulsão das fileiras. Em nota oficial, a instituição lamentou a perda, prestou apoio à família e reiterou que não tolera atos criminosos, com punição rigorosa aos responsáveis. Foi instaurado um Inquérito Policial Militar para investigar o caso, com perícias realizadas pela Polícia do Exército, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. O episódio levanta debates sobre a prevenção de violência de gênero em ambientes militares, onde hierarquias podem agravar tensões.

Conteúdo relacionado

Viatura da Polícia do DF em frente a abrigo em Brasília, expondo falhas no sistema de proteção a adolescentes.
Distrito FederalEntornoSegurança

Polícia do DF localiza adolescente desaparecida há um ano e expõe falhas em abrigos

Polícia Civil do DF encontra adolescente de 15 anos desaparecida desde 2025...

Viaturas da PCDF em rua de Ceilândia durante operação contra tráfico de drogas, expondo falhas no combate ao crime.
Distrito FederalSegurança

PCDF deflagra Operação Vetus Notitia em Ceilândia e expõe falhas no combate ao tráfico de drogas

A PCDF deflagrou a Operação Vetus Notitia em Ceilândia, com prisões e...

Viatura da Polícia Civil do DF em cena de investigação de emboscada em rua de São Sebastião.
Distrito FederalSegurança

Polícia Civil do DF desvenda emboscada mortal por vingança em São Sebastião

Polícia Civil do DF desvenda homicídio brutal em São Sebastião: jovem de...

Aeroporto de Brasília com veículos estacionados e tornozeleira eletrônica quebrada, expondo falhas no monitoramento de furtos.
Distrito FederalSegurança

Homem burla tornozeleira e furta veículos no Aeroporto de Brasília, expondo falhas no monitoramento

Homem de 26 anos burla tornozeleira eletrônica e furta veículos no Aeroporto...