De acordo com uma reportagem recente do jornal The New York Times, o presidente venezuelano Nicolás Maduro tem adotado precauções rigorosas para minimizar riscos à sua segurança. Fontes próximas ao chavismo, citadas pelo veículo, revelam que Maduro tem alternado com frequência seus locais de pernoite, uma estratégia destinada a evitar padrões previsíveis que poderiam ser explorados por ameaças potenciais. Essa mudança constante em sua rotina reflete um esforço deliberado para reduzir vulnerabilidades, especialmente em um contexto de instabilidade política na Venezuela, onde o líder enfrenta críticas internas e internacionais.
Além disso, o uso de múltiplos celulares tem sido outra tática empregada por Maduro, conforme as fontes consultadas pelo The New York Times. Essa prática visa complicar tentativas de rastreamento ou interceptação de comunicações, ajustando assim sua rotina pessoal de forma a priorizar a discrição e a proteção. Tais ajustes não são incomuns em figuras políticas sob pressão, mas destacam o nível de cautela adotado pelo presidente, que governa o país desde 2013 em meio a crises econômicas e disputas eleitorais.
Essas revelações surgem em um momento de crescente escrutínio sobre o regime chavista, com o The New York Times enfatizando como essas medidas refletem preocupações com a estabilidade pessoal de Maduro. Embora as fontes permaneçam anônimas, o relato oferece insights sobre as dinâmicas internas do poder na Venezuela, onde a segurança do líder se entrelaça com questões mais amplas de governança e oposição.