Um bombeiro militar do Distrito Federal, que estava de folga, demonstrou coragem ao ajudar moradores a combater um incêndio em um apartamento na QN 302 de Samambaia, na noite de 10 de outubro. Intoxicado por monóxido de carbono devido à intensa exposição à fumaça, ele precisou ser hospitalizado, mas já recebeu alta e iniciou sessões de fisioterapia respiratória para lidar com as sequelas. O episódio ocorreu por volta das 23h10 no Edifício Urban, onde o militar, ao passar pelo local, entrou no imóvel tomado por fumaça para auxiliar no controle das chamas com extintores, até a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros Militar do DF. Essa ação voluntária destacou o compromisso de profissionais de segurança mesmo fora do horário de serviço, inspirando jovens a valorizarem atos de bravura cotidiana em meio a riscos reais.
De acordo com o Laudo de Perícia de Incêndio elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF, o fogo teve causa intencional, com origem na sala do apartamento, especificamente no sofá e em uma cadeira, apresentando múltiplos focos iniciais. A moradora informou aos peritos que não havia ninguém no imóvel no momento em que as chamas começaram, o que levanta questões sobre a intencionalidade do ato. Esse tipo de ocorrência reforça a importância de investigações ágeis para garantir a segurança pública, especialmente em áreas residenciais densas como Samambaia, onde incêndios podem afetar rapidamente comunidades inteiras.
Em reconhecimento à sua atitude, o bombeiro recebeu duas moções de louvor na Câmara Legislativa, concedidas pelos deputados Roosevelt e Hermeto, além de indicações à medalha Sangue de Brasília, pelo Corpo de Bombeiros do DF, e à medalha Tiradentes, pela Polícia Militar. No entanto, o reconhecimento institucional de ato de bravura ainda está em análise pelo Corpo de Bombeiros, o que pode incentivar debates sobre valorização de heróis anônimos no âmbito político e institucional do Distrito Federal.