Início Política Câmara aprova projeto antifacção em votação histórica contra o crime organizado
Política

Câmara aprova projeto antifacção em votação histórica contra o crime organizado

46

A Câmara dos Deputados deu um passo importante nesta terça-feira (18/11) ao aprovar o Projeto de Lei Antifacção, com um placar de 370 votos a favor, 110 contra e três abstenções. Após várias rodadas de discussões com governadores e líderes partidários, e seis versões do texto, o projeto representa uma resposta unificada à violência das facções criminosas. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou em discurso que a aprovação não é uma vitória partidária, mas um avanço para todo o Brasil, enfatizando que “não há heróis ou vilões” nesse debate, apenas a necessidade de enfrentar a criminalidade. O relator, Guilherme Derrite (PP-SP), fez ajustes chave para equilibrar poderes, mantendo a competência da Polícia Federal em operações integradas, com comunicação obrigatória às autoridades estaduais, evitando conflitos federativos.

O texto cria um arcabouço nacional para combater o crime organizado, incluindo ferramentas de inteligência, bloqueio patrimonial e intervenção em empresas usadas para lavagem de dinheiro. Novas tipificações penais foram incluídas, como domínio territorial, sabotagem de serviços públicos, ataques a forças de segurança, sequestro de aeronaves e o “novo cangaço”, com penas que variam de 20 a 40 anos, podendo chegar a 66 anos para líderes de facções. Medidas como o sequestro de bens físicos, digitais e financeiros, mesmo de terceiros envolvidos, e o fortalecimento da execução penal em presídios federais de segurança máxima, com regras mais rígidas para progressão de regime, visam enfraquecer essas organizações. Além disso, o projeto agiliza processos com audiências de custódia por videoconferência, julgamentos em Varas Criminais Colegiadas para homicídios ligados ao crime organizado e a criação de um Banco Nacional de Membros de Organizações Criminosas Ultraviolentas, interoperável com sistemas estaduais.

Antes da votação, o presidente Hugo Motta impediu a inclusão de uma emenda sobre terrorismo, proposta pela bancada do Partido Liberal (PL). O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), expressou apoio ao projeto apesar das ressalvas, afirmando que ele traz avanços, mas que o partido continuará defendendo a equiparação de traficantes a terroristas como um clamor social. O relator Derrite já havia se posicionado contra essa inclusão para evitar politizar o debate. Os bens apreendidos serão destinados a fundos de segurança pública, priorizando estados ou o Fundo Nacional quando houver participação da PF.

Conteúdo relacionado

Rua na Asa Norte, Brasília, com equipamentos de manutenção de água da Caesb, ilustrando interrupção no fornecimento.
Distrito FederalPolítica

Caesb interrompe água na Asa Norte e afeta Presidência e Senado em domingo

Caesb anuncia interrupção de água na Asa Norte em 18/01/2026, afetando Presidência,...

Edifício da Polícia Civil do DF com elementos eleitorais simbólicos para 2026, em Brasília.
Distrito FederalPolítica

Pcdf alerta servidores sobre restrições eleitorais em 2026, mas críticos questionam timing

Em 2026, a PCDF alerta servidores sobre restrições eleitorais para evitar abusos....

Escritório governamental vazio em Brasília com calendários de folgas de aniversário e pilhas de documentos, representando sobrecarga orçamentária e ameaça à produtividade.
Distrito FederalEconomiaPolítica

Folga de aniversário para servidores do DF sobrecarrega orçamento e ameaça produtividade

Descubra como a folga de aniversário para servidores do DF pode sobrecarregar...

Quadro de avisos com resultados provisórios de concurso da Caesb em Brasília, relógio indicando prazo apertado, gerando frustração e críticas.
Distrito FederalPolítica

Concurso da Caesb: resultados provisórios geram frustração por prazo apertado

Resultados provisórios do concurso da Caesb geram frustração entre candidatos no DF...