Início Política Ex-presidente do INSS é preso em operação que revela propinas de R$ 250 mil mensais
Política

Ex-presidente do INSS é preso em operação que revela propinas de R$ 250 mil mensais

53

A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União, deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, mirando fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, foi preso preventivamente por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. As investigações apontam que ele recebia até R$ 250 mil por mês em propinas, usando empresas de fachada como uma pizzaria e uma imobiliária para ocultar os pagamentos. Stefanutto, conhecido como “Italiano” no esquema, facilitou irregularidades em descontos não autorizados de benefícios de aposentados e pensionistas, atuando como procurador do INSS antes de assumir a presidência em julho de 2023. Ele foi exonerado em abril deste ano, após indícios de fragilidades no sistema. A operação cumpriu 63 mandados de busca e apreensão, incluindo contra parlamentares como o deputado federal Euclydes Pettersen e o deputado estadual Edson Araújo, além de 10 prisões preventivas e outras medidas cautelares.

Outro alvo foi José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e da Previdência no governo Bolsonaro e antigo presidente do INSS, que agora usará tornozeleira eletrônica. Convertido ao islamismo e com nome alterado para Ahmed Mohamad Oliveira, ele é suspeito de envolvimento no esquema que causou prejuízo de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, afetando mais de 600 mil vítimas. Os investigadores destacam que propinas eram essenciais para manter a fraude, envolvendo inserção de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção e lavagem de dinheiro. Foram apreendidos dinheiro em espécie, armas, munições e veículos de luxo em diversos estados, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

A defesa de Stefanutto contesta a prisão, alegando ilegalidade e colaboração com as investigações, e promete provar sua inocência. Em resposta ao escândalo, o governo prorrogou até fevereiro de 2026 o prazo para vítimas solicitarem devolução dos valores descontados indevidamente, reforçando medidas contra fraudes em benefícios sociais.

Conteúdo relacionado

Rua na Asa Norte, Brasília, com equipamentos de manutenção de água da Caesb, ilustrando interrupção no fornecimento.
Distrito FederalPolítica

Caesb interrompe água na Asa Norte e afeta Presidência e Senado em domingo

Caesb anuncia interrupção de água na Asa Norte em 18/01/2026, afetando Presidência,...

Edifício da Polícia Civil do DF com elementos eleitorais simbólicos para 2026, em Brasília.
Distrito FederalPolítica

Pcdf alerta servidores sobre restrições eleitorais em 2026, mas críticos questionam timing

Em 2026, a PCDF alerta servidores sobre restrições eleitorais para evitar abusos....

Escritório governamental vazio em Brasília com calendários de folgas de aniversário e pilhas de documentos, representando sobrecarga orçamentária e ameaça à produtividade.
Distrito FederalEconomiaPolítica

Folga de aniversário para servidores do DF sobrecarrega orçamento e ameaça produtividade

Descubra como a folga de aniversário para servidores do DF pode sobrecarregar...

Quadro de avisos com resultados provisórios de concurso da Caesb em Brasília, relógio indicando prazo apertado, gerando frustração e críticas.
Distrito FederalPolítica

Concurso da Caesb: resultados provisórios geram frustração por prazo apertado

Resultados provisórios do concurso da Caesb geram frustração entre candidatos no DF...