Em uma reunião recente, governadores de diversos estados compartilharam relatos sobre seus confrontos com o crime organizado e pediram mais tempo para aprofundar o debate sobre o tema. O presidente da Câmara, Motta, explicou que a decisão de adiar não depende apenas de sua presidência, mas de uma construção política que respeite o relator e o colégio de líderes. Ele destacou a importância de um processo colaborativo, evitando qualquer precipitação que pudesse comprometer a qualidade da discussão.
Motta elogiou o trabalho técnico do relator, reconhecendo seu compromisso em conduzir o assunto sem politização, mesmo diante de críticas. Segundo ele, a proposta será analisada com a maior maturidade possível, e a deliberação final só ocorrerá após a publicação do parecer. O foco é garantir que o texto chegue ao plenário de forma bem estruturada, ouvindo as lideranças e promovendo uma construção conjunta.
“Não há desta presidência o interesse de fazer um debate açodado. Queremos fazer uma construção conjunta, ouvir as lideranças e permitir que o texto chegue o mais maduro possível ao plenário”, reforçou Motta. Essa abordagem reflete a intenção de tratar um tema sensível como o crime organizado com seriedade, priorizando soluções efetivas em vez de decisões apressadas, o que pode influenciar diretamente políticas de segurança pública em todo o país.