A Cúpula de Líderes da COP30 começa hoje em Belém, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reunindo chefes de Estado para definir o rumo das negociações climáticas da ONU. O evento, que se estende até amanhã, antecede os debates principais, programados de segunda-feira até 21 de novembro. Nessa fase inicial, os líderes sinalizam compromissos políticos para proteger o meio ambiente e combater as mudanças climáticas. Para o Brasil, as prioridades incluem captar recursos para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), com meta de US$ 25 bilhões de nações desenvolvidas, sendo US$ 10 bilhões até o fim do ano. Lula já aportou US$ 1 bilhão inicial e usará o almoço de hoje para lançar o fundo e convencer participantes a aderir. Ontem, o presidente conduziu reuniões bilaterais no Museu Paraense Emílio Goeldi com figuras como o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Sidi Ould Tah, e líderes de países como República do Congo, Finlândia, Comores, Suriname, Honduras, Papua-Nova Guiné, além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o vice-primeiro-ministro chinês, Ding Xuexiang. Uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron também está agendada.
Ao longo dos dois dias, discursos na Plenária Geral, sessões temáticas sobre florestas, oceanos, transição energética e financiamento climático, e a tradicional “foto de família” marcarão o evento na Zona Azul. Lula destacou oportunidades para países africanos preservarem ecossistemas via TFFF, sem depender de doações. O presidente finlandês Alexander Stubb elogiou a iniciativa e confirmou apoio à COP30 em Belém. Com 53 líderes internacionais esperados, o tom das conversas pode influenciar avanços globais no clima.
Em paralelo, Lula participará da cúpula entre a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia na Colômbia, a partir de domingo, em meio a tensões crescentes entre Estados Unidos e Venezuela. A escalada inclui ataques dos EUA a 16 barcos na costa venezuelana, resultando em mais de 60 mortes, o envio de um porta-aviões ao Mar do Caribe e autorização para operações da CIA contra o governo de Caracas. Líderes regionais, como o colombiano Gustavo Petro, criticam a abordagem de Donald Trump, que impôs sanções contra Petro e sua esposa. A reunião da Celac, porém, estará esvaziada, com apenas 12 chefes de Estado confirmados, muitos ausentes para evitar atritos com os EUA.